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Sangramento e cólica na gravidez

 

Apesar de a gravidez ser uma fase especial e de mudanças no corpo da mulher, carregar um bebê na barriga pode causar um certo desconforto que se acentua com o avançar da gestação e o aumento da barriga. Isto ocorre porque o bebê pressiona os músculos, ligamentos, veias e os outros tecidos internos do seu corpo, portanto não é de surpreender que você fique incomodada.

Como saber se o desconforto que sinto é normal? Esta é uma pergunta bastante freqüente entre as gestantes. A maior parte dessas dores melhora se você mudar de posição ou encontrar uma forma de relaxar. Às vezes, a dor abdominal pode ser causada por gases. Se a dor não diminuir depois de meia hora de repouso, ou se for acompanhada de sangramento, hemorragia, febre, calafrios, forte secreção vaginal, sensibilidade e dor, é indicado procurar um médico obstetra.

As causas de sangramento na gestação são diversas como, sangramento após relação sexual, sangramentos por feridinhas no colo do útero, por insuficiência de hormônios no início da gravidez (ameaça de abortamento), descolamento parcial da placenta (mais no final da gravidez), entre outras. Já as cólicas podem ser causadas por situações sem nenhuma gravidade como o simples acúmulo de gazes ou por situações que demandam atenção médica como a presença de infecção urinária, quadros de abortamento nos primeiros meses de gestação ou mesmo a presença de trabalho de parto prematuro quando a gravidez ainda não chegou ao seu término.

Vale reprisar que quando o sangramento ocorre no início da gravidez, acompanhados ou não de cólicas, estamos frente ao que se denomina de ameaça de abortamento ou abortamento evitável. Nestes casos, sob supervisão médica é aconselhado repouso, uso de medicações para cólicas e, em alguns casos, o tratamento com hormônios. Em alguns casos, infelizmente, o caso já pode ter evoluído e se encontrar numa etapa de abortamento inevitável, já que nem todos os casos é possível ter um desfecho favorável para a gestação evoluir normalmente. Mas, isso não quer dizer necessariamente que ter um abortamento é sinônimo de não poder engravidar ou de que irá ter outro abortamento em gestações futuras. Os casos de abortamentos são relativamente comuns: a cada cinco gestações, uma evoluirá para abortamento.

Não apenas no início, mas em qualquer época da da gravidez, os sangramentos merecem atenção médica, particularmente os que ocorrem no último trimestre que podem ameaçar a continuidade da gravidez e as vidas do bebe e da mãe. Entre estes é preciso lembrar a presença da placenta prévia (inserida muito embaixo da cavidade uterina) que costuma apenas apresentar sangramento indolor ou o descolamento prematuro da placenta que junmto com sangramento apresenta cólicas e dores muito intensas. Estas duas situações se configuram como emergência médica e demandam rápido atendimento.

Portanto, ainda queo desconforto na gestação possa ser normal, cabe ao seu médico avaliar a sua importância e o seu significado. Cabe, no entanto, lembrar que a presença de sangramento não pode ser considerada normal e precisa, obrigatóriamente, ser avaliado pelo médico o mais rápido possível.